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Exposição

 Julho a outubro de 2025

Sesc Três Rios

Na unidade Sesc Três Rios, a exposição nos convida a pensar a respeito de diversas questões que se relacionam com a ideia de lugar. Qual é o meu lugar? Lugar em relação a quê? Ou a quem? No sentido geográfico, histórico, político ou poético? O lugar de onde eu falo, o lugar de onde eu escuto. Uma pergunta, várias respostas, nem certo, tampouco errado. Na língua portuguesa, o “meu” corresponde a um pronome possessivo na 1ª pessoa do singular, contudo, a ideia de “meu lugar” assume bem mais o valor de pertencimento do que de posse. Talvez, o melhor seja até dizer: Eu sou do lugar. 

Se antes o imaginário elitista, influenciado pela mídia hegemônica, promovia a vergonha de afirmar o lugar de origem, como se fosse crime morar em determinados bairros, hoje a periferia fala abertamente de seu território. O óbvio precisa ser dito: o Rio de Janeiro não se resume à cidade do Rio de Janeiro. Existe vida para além da capital; existe passado, presente e futuro; existe amor, dor, medo e luta; uma história, tradição e patrimônio. Outros lugares também merecem ser vistos e (re)conhecidos por nossa sociedade.

Em vista disso, selecionamos artistas com formações, vivências, experiências e temáticas distintas. Para cada um, a terra se manifesta de uma forma diferente, ora como matéria, ora como metáfora. Pinturas, fotografias, gravuras, esculturas, entre outras mídias, reforçam que, de fato, somos da terra, somos a terra.  

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Sesc Teresópolis

Na unidade Sesc Teresópolis, a exposição nos convida a pensar a respeito da formação das identidades e das subjetividades, a reconhecer as presenças, ausências, silenciamentos e apagamentos e, tão importante quanto, os processos de resistência. 

Somos da terra, somos a terra. Ela é o nosso sustento, ela nos sustenta. É lugar de morada, trabalho e descanso. Possui diferentes cores, texturas e cheiros. Na arte contemporânea, ela se apresenta ora no sentido físico, enquanto matéria-prima, ora de forma simbólica, isto é, uma cidade específica. Por meio de diferentes mídias, como pintura, escultura, fotografia, vídeo e objeto, se aborda a formação da nossa identidade e a exploração da mão de obra. Com isso, torna-se evidente as marcas da herança colonial. 

Cada artista parte de um território, com um desenho próprio, repleto de afinidades e diferenças. A geografia se faz presente, direta ou indiretamente, nas temáticas / visualidades. Mapas, cenários, personagens, histórias. Não precisa ter visitado A ou B, tampouco estudado, para se identificar com as realidades compartilhadas. Igualmente, cada artista constrói um território, de caráter particular, mas também coletivo, repleto de afetos e disputas. A arte, enquanto fruto da cultura, se faz presente em nossa sociedade como uma manifestação viva, em movimento, em transformação. Logo, pisar no chão, com a planta dos pés, nos permite não só o deslocamento físico, mas também entender quem somos e para onde queremos ir.

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Sesc Nova Friburgo

Na unidade Sesc Nova Friburgo, os artistas compartilham, a partir de seus pontos de vista, as realidades em que estão inseridos nos seus territórios. Os trabalhos, tão diferentes entre si, reforçam a importância do direito à memória e de construir as próprias narrativas. Nos últimos anos, o termo “cria” tem se popularizado, especialmente nas periferias urbanas, para se referir a pessoas que vivem o cotidiano do lugar e contribuem para a formação de sua identidade. 

Quais pautas temos levantado e sobre o que temos nos calado? Com base em pensamento decolonial, eles buscam questionar a construção do imaginário brasileiro e as visualidades eurocêntricas. Igualmente, nos estimulam a pensar, de forma crítica, a respeito dos problemas sociais e conflitos políticos. As pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e objetos contam histórias, difundem tradições e produzem sentidos.

Norte, Sudeste e Centro-Oeste, para além de direções da Rosa dos Ventos, são geografias contempladas nessa última parte da exposição. Interessados em uma pluralidade de vozes, a discussão se fundamentou na produção de indígenas, negros, mulheres e ciganos. Esse grupo, ao explorar os seus lugares de origem, sabe que o problema não é o território, mas sim o que fazem com ele. A cada tentativa de mudança, uma nova pedra. Mesmo assim, firmamos os pés na terra, porque é dela que vem a nossa força.

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Produção
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Realização
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