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Sesc Niterói

Originalmente, a exposição Plantas dos pés, linhas das mãos: terra e território, foi dividida em três unidades do Sesc Rio (Três Rios, Teresópolis e Nova Friburgo). A ideia era ter em cada galeria uma nova história, de forma independente, mas também complementar. Por não existir uma sequência cronológica, tornou-se possível remontar uma parte aqui em Niterói – a mesma proposta em uma outra geografia. Nesse movimento, somos convidados mais uma vez a olhar para diferentes realidades e a discutir sobre as noções de identidade, pertencimento e construção.
 

Com artistas do norte, sudeste e centro-oeste do Brasil, os trabalhos, tão diferentes entre si, reforçam a importância do direito à memória e de tecer as próprias narrativas. Eles se dedicam a investigar um território construído pelas mãos, corpos e mentes de indígenas, negros, mulheres e ciganos. Com base em pensamento decolonial, buscam questionar a construção do imaginário nacional e as visualidades eurocêntricas. Igualmente, nos estimulam a pensar, de forma crítica, a respeito dos problemas sociais e conflitos políticos. As pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e objetos contam histórias, difundem tradições e produzem sentidos.
 

Ao investigar os seus lugares de origem – por exemplo, favelas, aldeias, florestas, entre outros espaços de resistência coletiva –, os artistas evidenciam que o problema não é o território, mas sim o que fazem com ele, tal como violências, remoções, queimadas, etc. A partir de uma visão interna, de quem vive o chão em que se pisa, apresentam-se o que regularmente é posto à margem: paisagens, sujeitos e desejos. Por meio da arte, eles se voltam para os afetos e as aflições, às manifestações que brotam da terra, as imagens do povo, a potência de florescer.

21/03 a 14/06/2026
12 anos | Entrada gratuita

Produção
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Realização
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